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Dra. Natália Junkes Milioli

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    Dra. Natália Junkes Milioli

    Médica especialista em Gastroenterologia | Pesquisadora na área de Gastroenterologia e Doenças inflamatórias Intestinais | Publicações de artigos em Revistas Internacionais da área | Premiada na Europa em 2024.

A constipação intestinal, também conhecida como prisão de ventre, é um problema comum, mas muitas vezes subestimado. No entanto, é importante entender que nem toda constipação é igual! Existem diferentes tipos, com causas diversas, que exigem abordagens específicas para um tratamento eficaz. Neste artigo, vamos explorar as principais causas e tipos de constipação, além de mostrar como exames podem ajudar a entender melhor a sua condição. Também abordaremos as melhores formas de tratar e prevenir esse desconforto de maneira simples e eficaz.

constipação
prisão de ventre
evacuação
intestino preso

Antes de tudo, como definimos constipação?

A constipação é diagnosticada quando o indivíduo apresenta dificuldades para evacuar, com pelo menos dois dos seguintes sintomas por mais de 25% das evacuações:

  • Uso de manobras digitais para ajudar a evacuar.
  • Esforço excessivo para evacuar.
  • Fezes duras ou ressecadas.
  • Sensação de evacuação incompleta.
  • Menos de três evacuações por semana.

Mas, o que pode causar isso? Vamos descobrir!

Tipos de Constipação: Qual é a Sua?

1️⃣ Constipação Primária Funcional

A constipação primária funcional é a forma mais comum. Ela acontece devido a uma atividade intestinal mais lenta, que pode ser genética ou relacionada a fatores como dieta e sedentarismo. O intestino simplesmente não se move com a mesma eficiência, o que leva à constipação.

2️⃣ Constipação por Disfunção do Assoalho Pélvico

Aqui, a dificuldade não está no movimento do intestino, mas nos músculos do assoalho pélvico, que não relaxam corretamente para permitir a evacuação. A constipação por disfunção do assoalho pélvico é mais comum em mulheres, especialmente após parto vaginal, devido à sobrecarga dos músculos da região pélvica. Outros fatores de risco incluem idade avançada, sedentarismo e lesões pélvicas.

3️⃣ Constipação Secundária

Esse tipo ocorre quando há uma condição subjacente, como hipotireoidismo, doenças neurológicas (ex. Parkinson) ou o uso de certos medicamentos, como opioides.

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Exames para Diagnóstico

Caso a constipação persista, é fundamental realizar exames para identificar sua causa e definir o tratamento adequado. Entre os exames que podem ser solicitados estão:

  • Exames laboratoriais: Para detectar distúrbios hormonais ou metabólicos.
  • Tomografia de abdome: Útil para visualizar o volume de fezes acumuladas e identificar obstruções.
  • Colonoscopia: Quando há suspeita de condições graves como câncer colorretal, inflamação ou estenose.
  • Manometria anorretal: Avalia a função dos músculos responsáveis pela evacuação e pode indicar problemas no funcionamento do esfíncter anal.
  • Defecografia (ou Defecograma): Exame específico para avaliar o movimento do reto e do ânus durante a evacuação, ajudando a identificar problemas no assoalho pélvico.
  • Ressonância magnética do assoalho pélvico: A ressonância ajuda a avaliar as estruturas do assoalho pélvico e identificar disfunções musculares ou lesões que possam estar afetando a evacuação.

A Importância da Fibra, Água e Movimento

Agora, vamos falar sobre o tratamento! A fibra e a água são fundamentais para ajudar no bom funcionamento do intestino, mas o movimento do corpo também desempenha um papel crucial.

Movimento do Corpo: O exercício físico regular tem um impacto direto na função intestinal. A atividade física melhora a motilidade intestinal e reduz o tempo de trânsito das fezes pelo intestino. Caminhadas diárias, alongamentos e outros exercícios leves ajudam a manter o intestino ativo.

Fibra Alimentar: Ela ajuda a aumentar o volume e a suavidade das fezes, facilitando o trânsito intestinal. Alimentos como frutas, vegetais, legumes e grãos integrais são essenciais para um intestino saudável.

Água: A hidratação é vital para evitar que as fezes fiquem secas e difíceis de eliminar. Beber água ao longo do dia torna as fezes mais macias e facilita o processo de evacuação.

Resumindo…

Entender o tipo de constipação é fundamental para o tratamento adequado. Se você tem constipação primária funcional, fatores como genética e estilo de vida podem estar influenciando seu problema. Para quem sofre de disfunção do assoalho pélvico, o tratamento pode envolver terapias físicas, além de possíveis intervenções médicas.

Independentemente do tipo, uma dieta rica em fibra, hidratação constante e a prática de atividades físicas são os pilares de um intestino saudável. E se você está enfrentando dificuldades persistentes, é essencial procurar um gastroenterologista para investigar a causa e definir o melhor tratamento.

Não deixe que a constipação controle a sua vida! Agende uma consulta e descubra as melhores soluções para o seu intestino.

Natália Junkes Milioli – Doctoralia.com.br

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