Pular para o conteúdo principal

Dra. Natália Junkes Milioli

  • 041A7835

    Dra. Natália Junkes Milioli

    Médica especialista em Gastroenterologia | Pesquisadora na área de Gastroenterologia e Doenças inflamatórias Intestinais | Publicações de artigos em Revistas Internacionais da área | Premiada na Europa em 2024.

A prisão de ventre, ou constipação intestinal, é um problema comum, mas muitas vezes subestimado. E nem toda constipação é igual! Existem diferentes tipos, com causas diversas, e cada um pede uma abordagem específica. Neste artigo, você vai entender os tipos de prisão de ventre, os sinais de alerta, os exames que ajudam no diagnóstico e as melhores formas de tratar e prevenir esse desconforto.

constipação
prisão de ventre
evacuação
intestino preso

O que é prisão de ventre?

A constipação é diagnosticada quando o indivíduo apresenta dificuldades para evacuar, com pelo menos dois dos seguintes sintomas por mais de 25% das evacuações:

  • Uso de manobras digitais para ajudar a evacuar.
  • Esforço excessivo para evacuar.
  • Fezes duras ou ressecadas.
  • Sensação de evacuação incompleta.
  • Menos de três evacuações por semana.

Para ser considerada crônica, esses sintomas precisam estar presentes nos últimos três meses, com início há pelo menos seis meses. Mas, o que pode causar isso? Vamos descobrir!

Tipos de prisão de ventre: qual é a sua?

Constipação primária funcional

A constipação primária funcional é a forma mais comum. Ela acontece devido a uma atividade intestinal mais lenta, que pode ser genética ou relacionada a fatores como dieta e sedentarismo. O intestino simplesmente não se move com a mesma eficiência, o que leva à constipação.

Constipação por disfunção do assoalho pélvico

Aqui, a dificuldade não está no movimento do intestino, mas nos músculos do assoalho pélvico, que não relaxam corretamente para permitir a evacuação. A constipação por disfunção do assoalho pélvico é mais comum em mulheres, especialmente após parto vaginal, devido à sobrecarga dos músculos da região pélvica. Outros fatores de risco incluem idade avançada, sedentarismo e lesões pélvicas.

Constipação secundária

Esse tipo ocorre quando existe outra condição por trás, como hipotireoidismo, diabetes, doenças neurológicas (por exemplo, Parkinson) ou o uso de certos medicamentos, como opioides, suplementos de ferro e alguns antidepressivos.

Sinais de alerta: quando procurar o médico com urgência

Procure avaliação médica o quanto antes se a prisão de ventre vier acompanhada de:

  • Sangue nas fezes
  • Perda de peso sem explicação
  • Anemia
  • Mudança recente e persistente no hábito intestinal, principalmente após os 50 anos
  • Histórico familiar de câncer colorretal ou de doença inflamatória intestinal

Se você fez um exame de sangue oculto nas fezes e o resultado veio positivo, entenda o que isso pode significar neste artigo: Sangue oculto nas fezes positivo: o que pode ser?

constipação
prisão de ventre
evacuação
intestino preso

Exames para diagnóstico da prisão de ventre

Quando a constipação persiste, os exames ajudam a identificar a causa e a definir o tratamento. Mas atenção: nem todos os pacientes vão precisar de todos os exames citados abaixo. O gastroenterologista vai avaliar qual é o melhor método diagnóstico para o seu caso, de acordo com os seus sintomas, afinal, nenhuma constipação é igual à outra. Entre os exames que podem ser solicitados estão:

  • Exames laboratoriais: Para detectar distúrbios hormonais ou metabólicos.
  • Tomografia de abdome: Útil para visualizar o volume de fezes acumuladas e identificar obstruções.
  • Colonoscopia: Quando há suspeita de condições graves como câncer colorretal, inflamação ou estenose.
  • Manometria anorretal: Avalia a função dos músculos responsáveis pela evacuação e pode indicar problemas no funcionamento do esfíncter anal.
  • Defecografia (ou Defecograma): Exame específico para avaliar o movimento do reto e do ânus durante a evacuação, ajudando a identificar problemas no assoalho pélvico.
  • Ressonância magnética do assoalho pélvico: A ressonância ajuda a avaliar as estruturas do assoalho pélvico e identificar disfunções musculares ou lesões que possam estar afetando a evacuação.

Como tratar a prisão de ventre

Agora, vamos falar sobre o tratamento! A fibra e a água são fundamentais para o bom funcionamento do intestino, mas o movimento do corpo também tem um papel importante.

Fibras, água e movimento: a base de tudo

Movimento do Corpo: O exercício físico regular tem um impacto direto na função intestinal. A atividade física melhora a motilidade intestinal e reduz o tempo de trânsito das fezes pelo intestino. Caminhadas diárias, alongamentos e outros exercícios leves ajudam a manter o intestino ativo.

Fibra alimentar: ajuda a aumentar o volume e a maciez das fezes, facilitando o trânsito intestinal. Frutas, verduras, legumes e grãos integrais são essenciais para um intestino saudável. Aumente o consumo aos poucos, para evitar gases e desconforto.

Água: A hidratação é vital para evitar que as fezes fiquem secas e difíceis de eliminar. Beber água ao longo do dia torna as fezes mais macias e facilita o processo de evacuação.

Hábitos que ajudam

  • Não ignore a vontade de evacuar.
  • Tente ir ao banheiro sempre no mesmo horário, de preferência após as refeições.
  • Apoie os pés em um banquinho: deixar os joelhos acima do quadril facilita a evacuação.

Tratamento médico

Quando as mudanças de hábito não bastam, o gastroenterologista pode indicar medicamentos específicos, de acordo com o tipo de constipação. Na disfunção do assoalho pélvico, o biofeedback (uma fisioterapia que ensina a coordenar os músculos da evacuação) costuma ser o tratamento principal. Evite usar laxantes por conta própria por longos períodos.

Perguntas frequentes sobre prisão de ventre

Quantos dias sem evacuar é normal?

Evacuar de três vezes por dia a três vezes por semana é considerado normal. Mais importante do que a frequência é como você evacua: esforço, fezes duras ou sensação de que não terminou são sinais de constipação.

Prisão de ventre tem cura?

A prisão de ventre pode ser bem controlada, mas, na maior parte das vezes, isso depende de tratamento e cuidados contínuos. Especialmente na constipação funcional, a tendência do intestino a funcionar mais devagar costuma permanecer ao longo do tempo. Com o tratamento adequado ao seu tipo de constipação e a manutenção dos bons hábitos, é possível ter um intestino funcionando bem e mais qualidade de vida.

Quando a prisão de ventre é preocupante?

Quando vem acompanhada dos sinais de alerta descritos acima, ou quando não melhora com mudanças na alimentação e nos hábitos.

Resumindo

Entender o tipo de constipação é o primeiro passo para tratar do jeito certo. Na constipação primária funcional, genética e estilo de vida pesam bastante. Na disfunção do assoalho pélvico, o tratamento pode envolver terapias físicas, como o biofeedback.

Seja qual for o tipo, fibras, hidratação e atividade física são os pilares de um intestino saudável. Se a dificuldade persiste, procure um gastroenterologista para investigar a causa e definir o melhor tratamento. Sintomas como gases e estufamento junto com a constipação também podem ter relação com alterações da flora intestinal. Saiba mais em Entendendo a disbiose: SIBO e IMO.

Não deixe que a prisão de ventre controle a sua vida! Agende sua consulta pelo WhatsApp e descubra as melhores soluções para o seu intestino.

Publicado em Google Google
OTTO ZSCHOERPER profile picture
OTTO ZSCHOERPER
01/04/2026
Google star 1Google star 2Google star 3Google star 4Google star 5Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
Dra.Natália é muito competente e atenciosa. Excelente consulta.
Publicado em Google Google
Délcia Lazaretti profile picture
Délcia Lazaretti
05/03/2026
Google star 1Google star 2Google star 3Google star 4Google star 5Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
Dra. Natália foi muito atenciosa e simpática. Fez questão de explicar/esclarecer bem, inclusive mostrando imagens, do que poderia estar ocorrendo com o paciente. Medicou e solicitou exames. Se colocou à disposição, caso não houvesse uma melhora rápida, já que a consulta ocorreu em uma sexta-feira. Ganhou a minha confiança. Recomendo a profissional com propriedade.
Publicado em Google Google
Andressa Bergamin profile picture
Andressa Bergamin
24/01/2026
Google star 1Google star 2Google star 3Google star 4Google star 5Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
A experiência de ser atendida pela Dra Natália foi incrível. Ela é uma profissional muito simpática e atenciosa. Me tirou todas as dúvidas, sai muito segura da consulta.
Publicado em Google Google
Marcella Borges profile picture
Marcella Borges
16/01/2026
Google star 1Google star 2Google star 3Google star 4Google star 5Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
A Dra Natália é uma excelente profissional! Procurei ela para descobrir e tratar doença celíaca e ela sempre me explica tudo com muita calma, sem pressa na consulta. Estou muito feliz que encontrei ela para me ajudar!
Publicado em Google Google
Caroline Martins profile picture
Caroline Martins
12/01/2026
Google star 1Google star 2Google star 3Google star 4Google star 5Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
Amei o atendimento da dra. Natália, ela é muito querida e atenciosa em cada detalhe, além da pontualidade britânica 😊
Publicado em Google Google
Laura Santos profile picture
Laura Santos
19/12/2025
Google star 1Google star 2Google star 3Google star 4Google star 5Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
A dra. Natália é maravilhosa, explica tudo com muito calma e clareza. Além de ser super atenciosa e querida. O melhor atendimento médico que já tive!
Publicado em Google Google
GABRIELI LUVISON GRANDO profile picture
GABRIELI LUVISON GRANDO
10/12/2025
Google star 1Google star 2Google star 3Google star 4Google star 5Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
Dra Natália foi muito atenciosa, me explicou tudo direitinho e tirou minhas dúvidas, já estou fazendo tratamento e melhorando 🙌🏼🙌🏼 o espaço também é muito aconchegante
Publicado em Google Google
Karoline C Antunes profile picture
Karoline C Antunes
13/10/2025
Google star 1Google star 2Google star 3Google star 4Google star 5Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
Nossa consulta foi online, confesso que fiquei com medo da qualidade do atendimento, mas a primeira consulta me surpreendeu muito!
Publicado em Google Google
Andreza Fernandes profile picture
Andreza Fernandes
12/10/2025
Google star 1Google star 2Google star 3Google star 4Google star 5Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
Só tenho a agradecer por essa Dra maravilhosa, eu estava sentindo uma dor abdominal no lado esquerdo a mais de 40 dias já tinha passado em 5 especialistas inclusive em gastro! E ninguém achava o q eu tinha e era uma dor horrível eu não aguentava mais, tava quase enlouquecendo com tanta dor, imagina vc sentir dor todo dia por 40 dias, e no dia da minha consulta com. Dra. Natália falei pra ela q não era um a consulta e sim um pedido de socorro pq eu não aguentava mais. E ela achou o q eu tinha me deu o tratamento e pediu alguns exames e ela foi certeira no diagnóstico 🙏🏽. Comecei o tratamento e dois dias depois já não sentia mais dor e assim estou SEM dor. Uma ótima profissional, atenciosa te examina, e o pós consulta nem se fala, só tenho a agradecer e super indicar pq precisamos de mais profissionais como vc Dra . Parabéns
Publicado em Google Google
Valdirene Alves Paes profile picture
Valdirene Alves Paes
05/10/2025
Google star 1Google star 2Google star 3Google star 4Google star 5Trustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google.
Dr Natália é daquelas pessoas ilumInadas, que transmite confiança e segurança graças a sua bondade, empatia e presença positiva. Estou em tratamento e ter Dra sempre presente, esclarecendo cada passo do processo, traz paz que preciso para seguir firme . Gratidão!!
Natália Junkes Milioli – Doctoralia.com.br

Você também pode se interessar por…

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *