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Dra. Natália Junkes Milioli

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    Dra. Natália Junkes Milioli

    Médica especialista em Gastroenterologia | Pesquisadora na área de Gastroenterologia e Doenças inflamatórias Intestinais | Publicações de artigos em Revistas Internacionais da área | Premiada na Europa em 2024.

Quando o gastroenterologista indica um imunobiológico para tratar a doença de Crohn ou a retocolite ulcerativa, é muito comum surgir a dúvida: “Esse tratamento aumenta meu risco de câncer?” Trouxe este tema hoje para ajudar a acalmar os corações aflitos, e para isso nada melhor do que informação confiável! Vamos entender como funcionam os imunobiológicos e qual o seu impacto quando o assunto é câncer?

Doença inflamatória intestinal, doença de Crohn, retocolite ulcerativa, tratamento com imunobiológicos

O que são os imunobiológicos e por que são usados na DII?

Os imunobiológicos são tratamentos amplamente utilizados em uma parcela dos pacientes com doença inflamatória intestinal (DII), seja retocolite ulcerativa (RCU), seja doença de Crohn (DC). O objetivo é reduzir a inflamação crônica e persistente do trato digestivo.

Essa categoria de medicamentos chegou ao mercado por volta de 1998, de forma revolucionária, justamente para evitar as complicações associadas à inflamação intensa e persistente do intestino. Se quiser entender essa história, veja a evolução dos tratamentos para a doença inflamatória intestinal.

Os riscos da doença inflamatória intestinal sem tratamento adequado

Antes de falar sobre a segurança dos medicamentos, é importante entender o que acontece quando a DII não é bem tratada:

  • Câncer de cólon: por causa da regeneração constante da mucosa intestinal inflamada, o risco de câncer de cólon é maior do que na população geral.
  • Perda da função intestinal: a inflamação continuada pode comprometer o funcionamento do intestino.
  • Cirurgias e complicações: aumenta o risco de cirurgias para retirada de partes do intestino, perfurações, abscessos e fístulas.
  • Coração e vasos: fora do trato digestivo, a inflamação também é capaz de aumentar o risco cardiovascular.

Trago este panorama não para assustar, mas para mostrar o impacto real da doença e por que é tão importante termos tratamentos eficazes.

Infográfico: como os imunobiológicos (anti-TNF, anti-interleucinas e anti-integrina) agem na doença inflamatória intestinal

Quais são os imunobiológicos usados na doença de Crohn e na retocolite?

Atualmente existe mais de uma categoria. Os mais prescritos (a escolha sempre depende de uma avaliação individualizada) incluem:

  • Anti-TNF: infliximabe e adalimumabe.
  • Bloqueadores de interleucinas: ustequinumabe, guselcumabe e risanquizumabe.
  • Anti-integrina: vedolizumabe, que tem um mecanismo ainda mais seletivo, atuando principalmente no intestino.

Apesar das diferenças entre eles, todos têm o mesmo objetivo: controlar a inflamação crônica, reduzir crises e evitar internações, cirurgias e complicações a longo prazo.

Imunobiológico causa câncer?

Na medicina, nem sempre, nem nunca. Risco zero ou eficácia de 100% não existem. O que existe é contexto clínico: a avaliação dos riscos individuais, do estilo de vida e da genética de cada paciente, o que torna essa análise mais real e honesta.

Ao longo de mais de duas décadas de uso desses medicamentos, observou-se que não há aumento relevante do risco global de câncer em pacientes com DII tratados com imunobiológicos. Quando olhamos para tipos específicos de câncer, algumas nuances merecem ser explicadas.

Câncer de intestino

O câncer de intestino está muito mais relacionado ao tempo de doença e à atividade inflamatória do que ao uso de imunobiológicos. Por isso, pacientes com a inflamação bem controlada tendem a ter menor risco do que aqueles que permanecem com atividade inflamatória silenciosa por longos períodos.

Câncer de pele não melanoma

Existe um aumento discreto do risco em alguns grupos, principalmente quando o imunobiológico é usado junto com outros imunossupressores, como a azatioprina. Ainda assim, é um risco pequeno, que pode ser bem manejado com medidas simples de prevenção e acompanhamento.

Avaliação dermatológica de pacientes em uso de imunobiológicos

Linfoma

O linfoma costuma gerar medo, mas é importante contextualizar: ele é raro e, quando ocorre, parece estar mais associado ao uso de imunossupressores como a azatioprina do que ao uso isolado de imunobiológicos. E vale reforçar: se há indicação de imunobiológico para tratar a DII, o risco para a sua saúde é muito maior se a doença não for tratada.

Por que preciso fazer exames antes e durante o tratamento?

Muitos pacientes interpretam a necessidade de exames antes e durante o tratamento como sinal de perigo. Na realidade, isso faz parte de um cuidado moderno e responsável. O acompanhamento permite ajustar o tratamento, identificar riscos individuais e manter o uso do medicamento da forma mais segura possível.

Cuidados para quem usa imunobiológicos

Pacientes em uso de imunobiológicos devem manter os mesmos cuidados de saúde recomendados para toda a população, com atenção especial ao acompanhamento médico regular:

  • Fazer os exames de rotina.
  • Manter as revisões ginecológicas em dia.
  • Fazer avaliação dermatológica periódica.
  • Usar protetor solar e evitar exposição excessiva ao sol.
  • Não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool.
  • Adotar hábitos de vida saudáveis.

Evitar fatores ambientais carcinogênicos, como o tabagismo e o álcool em excesso, é fundamental, não apenas para quem tem DII, mas para qualquer pessoa.

Resumindo

A mensagem central é simples: o maior risco para quem tem doença inflamatória intestinal não é o imunobiológico, mas a inflamação mal controlada ao longo do tempo. Evitar ou interromper um tratamento eficaz por medo pode trazer consequências muito mais significativas do que o próprio medicamento. Nunca suspenda o tratamento por conta própria: converse com o seu gastroenterologista sobre as suas dúvidas.

Informação, acompanhamento e prevenção caminham juntos para um tratamento seguro e uma vida com mais qualidade. Leia também: A doença inflamatória intestinal tem cura?

Tem doença de Crohn ou retocolite e ficou com dúvidas sobre o seu tratamento? Agende sua consulta pelo WhatsApp.

Tem doença de Crohn ou retocolite ulcerativa? Conheça como funciona o acompanhamento especializado em doença inflamatória intestinal.

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OTTO ZSCHOERPER profile picture
OTTO ZSCHOERPER
01/04/2026
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Dra.Natália é muito competente e atenciosa. Excelente consulta.
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Délcia Lazaretti
05/03/2026
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Dra. Natália foi muito atenciosa e simpática. Fez questão de explicar/esclarecer bem, inclusive mostrando imagens, do que poderia estar ocorrendo com o paciente. Medicou e solicitou exames. Se colocou à disposição, caso não houvesse uma melhora rápida, já que a consulta ocorreu em uma sexta-feira. Ganhou a minha confiança. Recomendo a profissional com propriedade.
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Andressa Bergamin
24/01/2026
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A experiência de ser atendida pela Dra Natália foi incrível. Ela é uma profissional muito simpática e atenciosa. Me tirou todas as dúvidas, sai muito segura da consulta.
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Marcella Borges
16/01/2026
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A Dra Natália é uma excelente profissional! Procurei ela para descobrir e tratar doença celíaca e ela sempre me explica tudo com muita calma, sem pressa na consulta. Estou muito feliz que encontrei ela para me ajudar!
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Caroline Martins
12/01/2026
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Amei o atendimento da dra. Natália, ela é muito querida e atenciosa em cada detalhe, além da pontualidade britânica 😊
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Laura Santos
19/12/2025
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A dra. Natália é maravilhosa, explica tudo com muito calma e clareza. Além de ser super atenciosa e querida. O melhor atendimento médico que já tive!
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GABRIELI LUVISON GRANDO
10/12/2025
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Dra Natália foi muito atenciosa, me explicou tudo direitinho e tirou minhas dúvidas, já estou fazendo tratamento e melhorando 🙌🏼🙌🏼 o espaço também é muito aconchegante
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Karoline C Antunes
13/10/2025
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Nossa consulta foi online, confesso que fiquei com medo da qualidade do atendimento, mas a primeira consulta me surpreendeu muito!
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Andreza Fernandes
12/10/2025
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Só tenho a agradecer por essa Dra maravilhosa, eu estava sentindo uma dor abdominal no lado esquerdo a mais de 40 dias já tinha passado em 5 especialistas inclusive em gastro! E ninguém achava o q eu tinha e era uma dor horrível eu não aguentava mais, tava quase enlouquecendo com tanta dor, imagina vc sentir dor todo dia por 40 dias, e no dia da minha consulta com. Dra. Natália falei pra ela q não era um a consulta e sim um pedido de socorro pq eu não aguentava mais. E ela achou o q eu tinha me deu o tratamento e pediu alguns exames e ela foi certeira no diagnóstico 🙏🏽. Comecei o tratamento e dois dias depois já não sentia mais dor e assim estou SEM dor. Uma ótima profissional, atenciosa te examina, e o pós consulta nem se fala, só tenho a agradecer e super indicar pq precisamos de mais profissionais como vc Dra . Parabéns
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Valdirene Alves Paes profile picture
Valdirene Alves Paes
05/10/2025
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Dr Natália é daquelas pessoas ilumInadas, que transmite confiança e segurança graças a sua bondade, empatia e presença positiva. Estou em tratamento e ter Dra sempre presente, esclarecendo cada passo do processo, traz paz que preciso para seguir firme . Gratidão!!
Natália Junkes Milioli – Doctoralia.com.br

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